INFORMAÇÕES E SERVIÇOS PARA O CIDADÃO
Fundação Centro de Pesquisas Econômicas e Sociais do Piauí - CEPRO
Apresentação

O QUE É A CEPRO?

A Fundação Centro de Pesquisas Econômicas e Sociais do Piauí é uma instituição de caráter técnico-científico, criada nos termos das leis estaduais de números 3.127, de 06 de dezembro de 1971 – com a denominação de “Fundação Centro Regional de Produtividade do Piauí” –, e 3.320, de 04 de abril de 1975, com a atual denominação. É um órgão de assessoramento do Governo do Estado do Piauí, vinculada à Secretaria Estadual do Planejamento (Seplan).

HISTÓRICO

O fato de se querer enumerar, medir, quantificar populações, riquezas e recursos, com dados estatísticos, para que se promovam conhecimentos e melhorias ao desenvolvimento cultural, social e econômico é preocupação de toda nação tanto na atualidade quanto em tempos mais remotos. No princípio, em virtude das guerras, era necessário recrutar e tributar, posteriormente, legislar e administrar todos os setores de ordem pública e privada.

No Brasil, em princípio, a igreja se responsabilizava por registrar a estatística populacional em seus livros paroquiais e nas listas nominativas de escravos. Posteriormente, com o surgimento da Diretoria-Geral de Estatística em agosto de 1872, os trabalhos de coleta de dados foram mais freqüentes, promovendo recenseamentos a cada 10 anos até 1920. Esse órgão passa por transformações, até que, em 1938, é denominado Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com o objetivo de expandir os serviços especializados por todo o território nacional.

No território do Piauí, as referências históricas mais antigas sobre os primeiros dados quantitativos são do trabalho que Padre Miguel de Carvalho produziu em 1697, intitulado “Descrição do Certão do Peauhy”. Nele, Padre Miguel registrou 129 fazendas, juntamente com seus proprietários, escravos, negros libertos e indígenas, totalizando 38 mulheres e 400 homens brancos; 27 indígenas e 7 negros. Ele preocupou-se também em registrar toda a criação de animais, bem como os cursos d’água existentes (rios, ribeiras, riachos, lagoas e olhos-d’água).

Novos dados surgiram por ocasião do governo de João Pereira Caldas em 1797, ou seja, mais de um século após o primeiro trabalho censitário, evoluindo para 536 fazendas e 12.000 moradores entre as pessoas livres e escravas. Nos dias de hoje, entre os inúmeros cartórios do Piauí, testemunhamos a existência de um deles na cidade de Parnaíba, surgido no século XVII, mais precisamente no ano de 1863, há 144 anos facilitando o trabalho de registros civis no Estado do Piauí.

Era necessário que o Estado do Piauí tivesse um órgão específico que o auxiliasse em suas pesquisas mais prementes. Em 1956, foi dado o primeiro passo com a Comissão de Desenvolvimento do Estado (CODESE), órgão que antecedeu a Secretaria do Planejamento (Seplan). Mais tarde foi criado o Departamento Estadual de Estatística (DEE) que, filiado ao IBGE, promoveu diversos trabalhos socioeconômicos no Piauí.  Finalmente, em dezembro de 1971, surgiu a Fundação Centro de Pesquisas Econômicas e Sociais (Cepro) pela disseminação das informações estatísticas do Estado, produzindo e divulgando conhecimento da realidade piauiense.

A contribuição da Fundação Cepro para o crescimento do Estado pode ser avaliada pelo considerável volume de documentos técnicos, diagnósticos, relatórios de pesquisa, ensaios, perfis, projetos, estudos diversos, periódicos, etc., elaborados pelo seu qualificado quadro de técnicos. São documentos que devassam, com profundidade, o quadro social e econômico do Estado do Piauí, uma área complexa, diversificada, carente e ao mesmo tempo rica.

Esses documentos começaram a surgir em escala crescente, num ambiente ainda virgem de exploradores técnico-científicos ou de cientistas sociais – como o Piauí do começo da década de 70 –, revelando, dissecando, qualificando e quantificando aspectos socioeconômicos do Estado, através de diagnósticos e perfis de fundamental importância para o embasamento dos pioneiros projetos e planos estaduais de desenvolvimento.

Mais ainda, a produção científica da Fundação Cepro, além de apoiar, ontem e hoje, todo o processo de planejamento no Estado, permitiu que o Piauí fosse conhecido dentro de seus limites, sendo analisado, discutido e repensado pelos próprios piauienses, até então privados da reflexão sobre o Estado, pela carência quase absoluta de “matéria-prima”, que servisse como ponto de partida. A gama de informações levantadas pela Cepro foi e continua sendo fundamental para o desenvolvimento do Piauí.





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